quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019

O dia de hoje na história do Rock


Dia 1 de Março

1944 – Nasce em Londres, Inglaterra, Roger Harry Daltrey, o Roger Daltrey do The Who. Percebendo que o filho queria mesmo era o Rock and Roll, o pai de Daltrey lhe deu uma guitarra quando ainda tinha 15 anos.

Daltrey chegou a ser líder de uma banda em que já tocava com Pete Townshend, o Detours. Mas que em 1964 resolveram mudar de nome para The Who. Apesar de algumas brigas consideráveis com Townshend e Keith Moon, até mesmo uma ausência do grupo em meados de 1965, logo interrompida depois do enorme sucesso de “My Generation” que acarretou em muitos shows agendados pelo grupo.

The Who é uma das bandas mais influentes do Rock, tanto que é uma das poucas que agradam tanto aos amantes de um rock tradicional, do havy metal, do punk...

1982 – Exatamente às 6 horas da manhã entrava no ar a Rádio Fluminense FM, conhecida como A Maldita. Sintonizada no 94,9 do dial, Selma Boiron dava vida à ideia do jornalista Luiz Antonio Mello, diretor e fundador do projeto.

Aos primeiros acordes de “The Kids Are Alrigth”, The Who, do aniversariante do dia Roger Daltrey, alguma coisa estava mudando. Era um caminho sem volta. A Fluminense FM, transmitida diretamente de Niterói, veio pra revolucionar na estética (basicamente só mulheres na locução), no gênero (tocar rock, mas não necessariamente hits) e no formato (espaço à bandas novas apenas com fitas demos gravadas).

Contavam a favor da emissora uma profusão de bandas novas surgindo, um público ávido por novidade e mais a feliz ideia da galera do Circo Voador, levantado a tenda em janeiro daquele mesmo ano, primeiro no Arpoador, depois sob os Arcos da Lapa.

Aliás, a dupla Circo e Maldita rendeu o pau de sebo (disco com diversas bandas iniciantes) Rock Voador, do qual participaram Kid Abelha & Os Abóboras Selvagens, Sangue da Cidade, Celso Blues Boy, Malu Viana, Papel de Mil e Maurício de Mello & Companhia Mágica.

Com essa proposta ousada, vale lembrar que a rádio não aceitava jabá (propina paga pelas gravadoras para tocarem determinado artista), a Fluminense FM virou referência a qualquer banda ou artista de rock que estava começando carreira naquele momento. Ter sua música tocada na rádio era não só uma vitória, mas um atestado de qualidade do seu trabalho. E aquela efervescência, sobretudo da primeira metade da década de 1980, foi a união perfeita.

A Fluminense FM ousou ao fazer sua programação de forma absolutamente independente. Entre sua estreia e o ano de 1986 a rádio viveu seu apogeu, chegando a alcançar o 3º lugar de audiência, em abril de 1985.


A partir de mudanças ocorridas em 1986 a rádio já não tinha mais o mesmo espírito desbravador. Parte da equipe fundadora, incluindo Luiz Antonio Mello, já não estavam mais na rádio. Assim a Fluminense foi até 1994. Houve um hiato de quase uma década, retornando em 2002 de forma um tanto efêmera, permanecendo no ar até 2005.

1983 – No estúdio 2 da EMI-Odeon, Os Paralamas do Sucesso começam a gravar o primeiro compacto do grupo com as músicas Vital e Sua Moto e Patrulha Noturna. Ali, na hora, eles descobriram que a gravadora impôs uma mudança em “Vital e Sua Moto”, em relação a versão demo que tocava na Fluminense FM. 

Miguel Plopschi exigiu que aumentassem o refrão. "Aí veio aquela bosta de "Vital passou a se sentir total / Com seu sonho de Metal. Foi a única coisa que ocorreu na cabeça da gente na hora de gravar. Daí ele disse que faltava um vocalzinho no final pra ficar repetindo e marcar o refrão. Quando a gente viu, estavam os Golden Boys dentro do estúdio fazendo o vocal. Era "Os Paralamas do Sucesso vão tocar na capital/Vital e sua moto, mas que união feliz" diz Hebert Vianna, trecho do livro biografia da banda "Vamo Batê Lata", do jornalista Jamari França, da editora 34, em 2003.

O compacto foi lançado em junho do mesmo ano.

Para ouvir no Spotify:
https://open.spotify.com/user/22hkib5bes45l4jgjkjiwnxqa/playlist/7GoC9Ew2B31S1AQck8F4uF?si=dMQoN7xXQoWzyhT8ypwUqA

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