segunda-feira, 29 de junho de 2020

O dia de hoje na história do Rock


Dia 29 de Junho

1948 – Nasce em Nottingham, Inglaterra, Ian Anderson Paice, o baterista Ian Paice do Deep Purple. Paice começou na banda do próprio pai, no início dos anos 1960 e depois integrou a Georgie & The Rave-Ons. É co-fundador do Deep Purple e único integrante a participar de todas as formações do grupo, tendo gravado todos os álbuns de estúdio e os trabalhos ao vivo, que superam as 50 gravações.

Ian Paice também tocou com Whitesnake e na Gary Moore Band, além de ter lançado quatro trabalhos solos.



1965 – Nasce em Bruxelas, Bélgica, Eduardo Dutra Villa-Lobos, o guitarrista Dado Villa-Lobos da Legião Urbana. Em sua segunda passagem pela capital federal foi que se encantou pelo Punk, especialmente, quando viu passar uma galera pichando o bloco em que morava. Quando foi ver “quem são esses caras?”, tratava-se dos ´caras´ do Aborto Elétrico.

Entusiasmado com do it your self proposto pelo Punk, criou o grupo Dado e o Reino Animal, nome sugerido por Herbert Vianna, mas que durou apenas alguns ensaios. O som da banda já era mais sofisticado tanto que tinha até um tecladista, Pedro Thompson, e era instrumental. Compunham o grupo, o eterno companheiro Marcelo Bonfá, o irmão de vida Dinho Ouro-Preto (Capital Inicial), Loro Jones (Capital Inicial), além do já citado tecladista.

A bem da verdade, a música, até então, era só diversão. Uma válvula de escape ao tédio candango. Dado estava decidido a seguir a mesma carreira do pai,  Diplomata, tanto que iria estudar Sociologia na França. Mas por estes caprichos dos deuses surgiu a chance de tocar na Legião Urbana, em substituição a Ico Ouro-Preto, em 1983, às vésperas de uma apresentação importante. Uma vez aceito o convite, não havia mais volta.

Desde o primeiro álbum da Legião, 1985, a banda não parou mais de crescer e, especialmente, nos dois primeiros discos o ritmo de shows foram intensos. As apresentações foram diminuindo a cada lançamento, exceção foi a tour de As Quatro Estações, porém os discos subsequentes continuaram a ter ótimas vendas, transformando a Legião Urbana na maior banda do país.

Até 1996, quando da morte de Renato Russo, a banda havia gravado sete álbuns de estúdio e uma compilação de outtakes, ao vivo e de estúdio. De maneira póstuma foi lançado Uma Outra Estação, disco com material gravado durante as gravações de A Tempestade ou O Livro Dos Dias. Com o fim da banda, foram lançados mais cinco trabalhos ao vivo e três compilações. Além do relançamento do primeiro álbum com sobras e versões diferentes da gravação à época.

Fora da Legião, Dado enveredou pelo mundo das trilhas sonoras. Sua estreia se deu em 2003, com o filme Bufo & Spallanzani (de Flavio Tambellini), premiado no Festival de Miami. Daí vieram trilhas para O Homem do Ano, Pro Dia Nascer Feliz, Malú de Bicicleta, Muitos Homens Num Só e Os Porralokinhas.  Fez também a trilha de Mandrake, série produzida pela HBO Brasil. Além disso, fez o programa Estúdio do Dado, no Canal Bis.

Em 2005 lançou seu primeiro álbum solo, Jardim de Cactus. Depois vieram O Passo do Colapso, 2012, e Exit, de 2017. Em 2016 lançou sua biografia, Memórias de Um Legionário.

Desde 2018, ao lado de Marcelo Bonfá, vinha realizando a tour XXX Anos em celebração aos álbuns Dois e Que País é Este da Legião Urbana.


Dia 28 de Junho

1945 – Nascia em Salvador, Bahia, Raul Santos Seixas, ou simplesmente o músico, compositor, produtor e cantor Raul Seixas. Sua paixão pelo rock surgiu a partir de Elvis Presley, de quem foi o primeiro a criar um fã-clube no Brasil, ainda na adolescência. Ao lado dos Panteras foi para o Rio de Janeiro e gravou seu primeiro álbum, em 1968, Raulzito e os Panteras. Como a banda não aconteceu, do ponto de vista comercial, Raul voltou à Bahia.

Por intermédio de Jerry Adrianni, Raul voltou ao Rio convidado a trabalhar como produtor na CBS Discos. A partir daí começou a se relacionar com vários artistas que acabam gravando letras suas, como o próprio Jerry Adrianni, Renato e Seus Blue Caps, Odair José, Ed Wilson... A partir de 1973 teve nova oportunidade de gravar um álbum, desta vez solo, e assim veio Krig-há, Bandolo!, que já trazia os sucessos “Metamorfose Ambulante”, “Mosca na Sopa”, “Al Capone” e, principalmente “Ouro de Tolo”.

No ano seguinte, Raul, ao lado do amigo Paulo Coelho, foi preso, torturado e exilado para os Estados Unidos. Tudo por conta da criação da Sociedade Alternativa, ligada a questões espirituais, baseada em Aleister Crowley, mas que para a Ditadura Militar, tratava-se de uma organização contrária ao governo.

Com o sucesso do álbum Gita, Raul tem sua volta praticamente forçada pelo público. Da parceria com Paulo Coelho, surge o grande sucesso “Tente Outra Vez”, do álbum Novo Aeon. Ainda nos anos 1970 Raul continuou a gravar os seus melhores trabalhos. A década de 1980 começou com o fatídico episódio em Caieiras, SP, em que Raul estava tão bêbado ao subir ao palco, que os fãs acreditaram ser um impostor e quase o lincharam. Seu maior sucesso comercial acabou sendo “Carimbador Maluco”, para um especial da TV Globo. Além de “Cowboy Fora da Lei", do álbum Uah-Bap-Lu-Bap-Lah-Béin-Bum!, tema da novela global Brega & Chique.

Raul se afastou dos palcos ainda em 1985, retornando somente em 1988, ao lado do amigo, e fã, Marcelo Nova. Juntos, gravam o álbum A Panela do Diabo, lançado postumamente, em 22 de agosto de 1989, um dia após sua morte. 

A obra de Raul é composta por 17 álbuns de estúdio e mais seis discos ao vivo. Além da capacidade e originalidade Raul era um visionário e já previa o novo coronavírus ao escrever o "Dia em Que a Terra Parou". Simplesmente perffeito a ocasião. Pena que nme todos seguiram as recomendações. 

Raul Seixas faleceu em 21 de agosto de 1989, vítima de parada cardíaca, com apenas 44 anos.   

1968 – Nasce em Belo Jardim, Pernambuco, Otto Maximiliano Pereira de Cordeiro Ferreira, o cantor, compositor, percussionista e produtor, Otto. Despontou no movimento Mangue Beat, como integrante do Mundo Livre S/A, banda pela qual gravou os dois primeiros álbuns. 

Desde 1998, quando gravou Samba Pra Burro, seu primeiro trabalho solo, foram mais sete lançamentos, sendo o último Ottomatopeia, de 2017. 

1974 – Nasce em São Paulo Patrícia Marques de Azevedo, a cantora Patrícia de passagem pelo grupo Trem da Alegria e que, em posterior carreira solo, tornou-se Patrícia Marx. Junto ao Trem, gravou os três primeiros álbuns do conjunto.

Extremamente madura, de gosto e conhecimento musical acima da média, saiu em carreira solo gravando seu primeiro álbum, Paty, de 1987, que estourou a música “A Festa do Amor”, incluída na trilha da novela Bambolê.

Sempre inquieta e fora dos padrões do mainstream ela lançou outros 13 trabalhos, incluindo um disco ao vivo. Agora, em 2020, Patrícia homenageou João Gilberto ao lançar o EP João, acompanhada apenas de umm violão ela gravou cinco canções do rei da Bossa.

Patrícia sempre trilhou por trabalhos conceituais.

1712 – Nascia em Genebra, Suíça, o compositor, filósofo, pensador e escritor Jean-Jacques Rousseau. Seguramente o maior pensador do iluminismo, com suas teorias refletindo diretamente na Revolução Francesa. Rousseau também acreditava na educação como base da liberdade, mas não a educação tradicional, pois, na sua visão, esta corrompia o homem moldando-lhe à mercê da sociedade.

Suas principais obras são Do Contrato Social, Confissões e Princípios de Direito Político. Rousseau faleceu aos 66 anos de idade.

Em tempo; Rousseau é um dos pilares que influenciaram o nome artístico Russo, de Renato Manfredini Jr, o Renato Russo. 


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